Nunca durmo quando sonho
Passo sonos acordado
Meio termo atordoado
Como um cão vigia o dono
Com o ego esgarçado
Sobreteimo meu conforto
Retirado dos meus pés
Ando em passos apagados
Ouço sons dos afogados
Vindo daquelas marés
Veraneio no meu quarto
Folhas caem em meu lençol
Chovem preces do começo
Procurando o endereço
Dos filhos do arrebol
Das dores daquele parto
Compartilho meu suor
O que é do meu agrado, partindo daquele ato
Inicio meu contato
Com o que virara pó.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
(Re) Ciclo
Reciclo-me em tuas mãos
Renovo meu coração numa forma de amor
Armando novas maneiras
Volto-me todos os dias à matéria prima
Ao sentimento inicial do que sou feito
Porque mesmo com uma casca rústica
Dentro de mim sou poesia
E verso
E amor.
Renovo meu coração numa forma de amor
Armando novas maneiras
Volto-me todos os dias à matéria prima
Ao sentimento inicial do que sou feito
Porque mesmo com uma casca rústica
Dentro de mim sou poesia
E verso
E amor.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Uno
Somos parte daquilo que fazemos
É o que nos faz sermos feitores de nós
E das palavras que nos definem
Porque a poesia e o poeta são um só.
É o que nos faz sermos feitores de nós
E das palavras que nos definem
Porque a poesia e o poeta são um só.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Cotidiano
Durmo pra passar o tempo
Acordo pra ver o tempo passar
Faço nada, às vezes, de tempo em tempo.
Acordo pra ver o tempo passar
Faço nada, às vezes, de tempo em tempo.
domingo, 31 de outubro de 2010
PONTeirO DE PARTIDA
As horas se passam
Se passam pro lado de lá
Sem mais nem menosprezando o que também já se foi
Agora se laçam
Entrelaçam entre linhas
As palavras ditas que nunca mais serão pronunciadas
E nem propriamente faladas, nem contraditoriamente caladas
As horas, ora palavras, ora lavradas
Nos perdem entre pontos e ponteiros
Nos pedem corredores e banheiros
Nos cedem cinzas em cinzeiros
As horas travam
E traçam a linha de um tempo perdido que não passou
As horas se fazem orações
E convertem em palavras o que os ponteiros escreveram por onde passaram
E por onde deixaram desesperanças esperando no ponto
Do ponto de onde nada partiu.
Se passam pro lado de lá
Sem mais nem menosprezando o que também já se foi
Agora se laçam
Entrelaçam entre linhas
As palavras ditas que nunca mais serão pronunciadas
E nem propriamente faladas, nem contraditoriamente caladas
As horas, ora palavras, ora lavradas
Nos perdem entre pontos e ponteiros
Nos pedem corredores e banheiros
Nos cedem cinzas em cinzeiros
As horas travam
E traçam a linha de um tempo perdido que não passou
As horas se fazem orações
E convertem em palavras o que os ponteiros escreveram por onde passaram
E por onde deixaram desesperanças esperando no ponto
Do ponto de onde nada partiu.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Ovo de codorna
Miúdo como um grão moído.
Pequeno e não graúdo.
No chão quase úmido.
Humilde cerco envolvente.
Quente. Suficiente.
sertão, graúna e seriema.
Seria ema? Emaranhado ninho.
E malocada, calma e alvoraçada.
Da Lusa importada, ave acatada.
Frágil. Protege.
Cuida. Adorna.
A sua cria.
Pequena ave tinamiforma.
Pequeno e não graúdo.
No chão quase úmido.
Humilde cerco envolvente.
Quente. Suficiente.
sertão, graúna e seriema.
Seria ema? Emaranhado ninho.
E malocada, calma e alvoraçada.
Da Lusa importada, ave acatada.
Frágil. Protege.
Cuida. Adorna.
A sua cria.
Pequena ave tinamiforma.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Insta e ação
Instalação de um artista autista
Triste história de conquista
Rude escória paga à vista
Avista o que lista nos lisos cantos
Contos contritos de versos tantos
Tentamos colher o que na pista quase fomos
Livres livros nas estantes
Livremente simples santos
Simplesmente livres tontos.
Triste história de conquista
Rude escória paga à vista
Avista o que lista nos lisos cantos
Contos contritos de versos tantos
Tentamos colher o que na pista quase fomos
Livres livros nas estantes
Livremente simples santos
Simplesmente livres tontos.
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